Já está no ar o site oficial do XV ENCAT – Encontro de Catálise do Norte, Nordeste e Centro-Oeste 2026 da Regional 1. Os interessados já podem acessar a plataforma para conferir todas as informações sobre o evento, além de realizar inscrições e submissões de trabalhos científicos.
O XV ENCAT será realizado entre os dias 12 e 14 de agosto de 2026, em Salvador/BA, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais da área de catálise em um espaço dedicado à troca de conhecimento e fortalecimento de parcerias científicas.
As inscrições com desconto seguem abertas até o dia 20 de maio, após essa data haverá mudança no valor. O mesmo prazo também vale para a submissão de trabalhos. A organização orienta os participantes a acessarem o site oficial para consultar regras, categorias e demais orientações sobre participação no evento.
Com o tema “Catálise e construção de pontes científicas para a economia circular no Brasil”, esta edição do ENCAT acontece em um momento especialmente relevante para a ciência e para o desenvolvimento sustentável do país. Mais do que promover a divulgação de resultados acadêmicos, o encontro busca estimular conexões entre grupos de pesquisa e setores produtivos comprometidos com soluções sustentáveis.
Inspirado no próprio conceito da catálise — que possibilita caminhos mais eficientes em processos químicos — o evento pretende atuar como um espaço de integração, reduzindo barreiras e fortalecendo iniciativas voltadas à construção de uma economia circular, regenerativa e de baixo impacto ambiental.
Acesse o site oficial e confira mais informações AQUI
A Química sempre despertou meu interesse. Mas, minha primeira escolha profissional foi a Odontologia. Prestei vestibular para esse curso na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), mas não obtive aprovação. Então, decidi ingressar no curso de Química, acreditando que uma formação sólida nessa área poderia me ajudar a cursar odontologia. O plano quase deu certo — não fosse um detalhe fundamental: eu me encantei pela Química e nunca mais considerei seguir outro caminho.
Apesar dos desafios da graduação, concluí o curso de Licenciatura em Química pela UFMA. No final da graduação tive meu primeiro contato com a pesquisa, trabalhando com materiais adsorventes, sob orientação do Prof. Cícero Wellington B. Bezerra, onde dei os primeiros passos na construção da minha identidade como pesquisador. No mestrado, também sob sua orientação no PPGQuim/UFMA, aprofundei essa linha de investigação, explorando o uso de biomassas como adsorventes. Foram anos dedicados ao estudo da adsorção, área que contribuiu muito para minha formação científica.
Ao iniciar o doutorado, em 2007, na UFSCar, decidi redirecionar minha trajetória e entrar no universo da catálise. Mesmo reconhecendo a relação entre adsorção e catálise heterogênea, optei por atuar na catálise homogênea. Desenvolvi meu trabalho no Laboratório de Síntese e Reatividade de Compostos Inorgânicos (LERCI), sob orientação do Prof. Alzir A. Batista, com colaboração do Prof. Dr. Victor Marcelo Deflon, do IQSC-USP.
Minha pesquisa concentrou-se no uso de oxo-vanadatos como catalisadores em reações de oxidação do cicloexano. Durante esse período, tive a oportunidade de contar com a colaboração do Prof. Dalmo Mandelli, então na PUC-Campinas, cuja experiência em catálise foi fundamental para o desenvolvimento do meu trabalho. Com frequência me deslocava para Campinas/SP onde desenvolvi parte do meu projeto de doutorado
Foi um período de intenso aprendizado, tanto pelo domínio de técnicas analíticas e de caracterização, como RMN, EPR, FTIR, GC e GC-MS, quanto, pela convivência com pesquisadores que marcaram profundamente minha formação. Nesse contexto, destaco o Prof. Alzir, cuja orientação foi decisiva para o desenvolvimento do meu pensamento científico, rigor metodológico e autonomia como pesquisador. Sua atuação foi fundamental para consolidar minha formação acadêmica e orientar minha inserção qualificada na área de catálise.
Destaco também o Prof. Dr. Otaciro R. Nascimento, do IFSC/USP, cujos ensinamentos extrapolaram o campo científico e contribuíram para minha visão de carreira e de vida.
Na etapa final do doutorado, passei a ser orientado pela Profa. Clelia Mara de Paula Marques, cuja sólida experiência em catálise, especialmente heterogênea, foi decisiva para consolidar e aprofundar a análise do sistema catalítico estudado. Sua orientação proporcionou uma visão mais integrada e estratégica do trabalho, contribuindo para minha inserção na área de catálise no Brasil.
Atualmente, sou professor do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Codó, atuando no PPGQ/IFMA e liderando o Grupo de Estudos em Inorgânica e Catálise (GEIC/IFMA). Sou fundador do Clube de Astronomia de Codó (CAC/IFMA) e já atuei como coordenador do curso de Licenciatura em Química, coordenador geral dos cursos de graduação e chefe do Núcleo de Pesquisa do Campus Codó.
Minhas pesquisas do concentram-se na síntese de biocarvões a partir de materiais lignocelulósicos do leste maranhense, com aplicações na adsorção e na catálise. Paralelamente, atuo no Programa de Pós-Graduação em Ensino na Educação Básica (PPEEB/UFMA), com pesquisa em métodos de aprendizagem cooperativa, CTS/CTSA e Tecnologias Digitais Educacionais.
A catálise não apenas redefiniu minha trajetória acadêmica, mas também ampliou minha forma de enxergar a Química: como uma ciência dinâmica, integradora e capaz de propor soluções para desafios reais. É essa perspectiva que procuro transmitir aos meus alunos e aos novos pesquisadores que ingressam nessa área tão instigante
É com grande entusiasmo que anunciamos o XV ENCAT — Encontro de Catálise do Norte, Nordeste e Centro-Oeste 2026, que ocorrerá em Salvador/BA, nos dias 12 a 14 de agosto de 2026.
O tema do evento, "Catálise e construção de pontes científicas para a economia circular no Brasil", reflete o compromisso da comunidade científica em integrar a pesquisa em catálise às práticas sustentáveis, contribuindo para o avanço da economia circular em nosso país.
O encontro será realizado no Espaço Cultural 2 de Julho, na sede da Reitoria do IFBA, localizada na Avenida Araújo Pinho, nº 39, bairro do Canela, Salvador/BA. Esperamos reunir aproximadamente 200 participantes, promovendo um ambiente propício à colaboração, ao intercâmbio de conhecimentos e ao fortalecimento da nossa comunidade científica.
Cada inscrição dará direito à submissão de um trabalho. Em breve, divulgaremos o site oficial do evento, onde estarão disponíveis informações detalhadas, incluindo o template para submissão (trabalhos de até 2 páginas), os prazos, os valores de inscrição e a programação preliminar.
Contamos com a presença da comunidade catalítica para fazer do XV ENCAT um encontro memorável e de grande impacto científico.
Atenciosamente,
Prof. Dr. Luiz Antônio Magalhães Pontes
Presidente da Comissão Organizadora do XV ENCAT
Prof. Dr. Caio Luis Santos Silva
Coordenador da Regional I da SBCat
Tive toda a minha trajetória educacional inicial em escolas públicas de Teresina, capital do Piauí. Realizei minha formação escolar em instituições das redes municipal, estadual e federal. Cheguei a iniciar o ensino médio em escola regular, mas optei por redirecionar meus estudos com o objetivo de ingressar na então Escola Técnica Federal do Piauí (ETFPI). Em 1996, fui aprovado no processo seletivo da ETFPI, que posteriormente se tornou o Instituto Federal do Piauí (IFPI), onde concluí, em 1999, o curso de técnico em Edificações. Essa formação despertou meu interesse pela área de construção civil, levando-me a prestar vestibular para Engenharia Civil no ano 2000.
Naquele período, o sistema de seleção da Universidade permitia a escolha de uma segunda opção de curso, e foi por meio dela que ingressei, em 2001, no curso de Licenciatura em Química da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), concluído em 2004. Minha formação técnica não contemplava uma base sólida em Química, o que resultou em dificuldades iniciais nas disciplinas específicas do curso. Por outro lado, a boa formação em matemática e física contribuiu para que eu superasse essas limitações, permitindo rápida adaptação ao curso e melhor desempenho ao longo da graduação.
Em 2005, fui aprovado no mestrado em Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI), concluído em 2007, com dissertação voltada ao desenvolvimento de materiais poliméricos reforçados com fibras naturais. Foi também nesse período que me casei com Irlanny Araujo Santiago Santos, pessoa fundamental em minha trajetória pessoal e profissional. Ainda em 2007, fui aprovado para o doutorado em Química na UNICAMP, sob orientação da Profa. Claudia Longo, quando iniciei minha atuação na área de Catálise, com ênfase em fotoeletrocatálise.
Durante o doutorado, desenvolvi estudos com filmes finos de TiO2 dopado com ferro, buscando modificar suas propriedades ópticas e eletrônicas. Esses materiais foram aplicados na degradação de poluentes orgânicos persistentes e na produção de hidrogênio por meio de water splitting. Nesse período, estabeleci colaborações internacionais relevantes na minha formação, realizando estágios na Argentina, junto aos grupos da Profa. Sara Bilmes e do Prof. Galo Soler-Illia, e nos Estados Unidos, na University of Texas at Arlington, sob supervisão do Prof. Kristian Rajeshwar.
Após minha defesa da tese, em 2011, retornei ao Piauí, onde fui convidado pelo então reitor da UESPI, Prof. Nouga Batista, a integrar projeto envolvendo eletroquímica aplicada à produção de biodiesel, contribuindo para a continuidade das minhas atividades de pesquisa. Ainda em 2011 nasceu meu primeiro filho, Marcelo Santos. No mesmo ano, fui aprovado em primeiro lugar em concurso público para docente efetivo da UESPI.
Em 2013, tivemos nosso segundo filho, Benício Santos. Desde minha entrada na UESPI venho desenvolvendo pesquisas na área de Catálise, com ênfase em fotoeletrocatálise, fotocatálise e energias renováveis. Em 2015, com a aprovação do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ/UESPI), intensifiquei minha atuação na formação de recursos humanos e no fortalecimento das linhas de pesquisa. Em 2017, juntamente com os professores Geraldo Eduardo Luz-Jr e Laecio Santos Cavalcante, cofundamos o grupo de pesquisa GrEEnTec, ampliando colaborações científicas com diversos outros docentes.
Atualmente, sou bolsista de produtividade do CNPq (PQ2) e minhas pesquisas concentram-se na compreensão de processos fotoeletroquímicos, mecanismos de transferência de carga e desenvolvimento de materiais para conversão de energia solar, produção de hidrogênio e sensores eletroquímicos. Como docente e pesquisador, atuo na formação de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado.
No âmbito institucional, fui coordenador do PPGQ por dois mandatos consecutivos (2015–2019), coordenador de graduação (2022–2024) e Diretor de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, contribuindo para o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação na UESPI.
A VI Reunião sobre Argilas Aplicadas (RAA) será realizada entre os dias 11 e 13 de maio de 2026, no Anfiteatro do CCET da UFRN, em Natal/RN. Com o tema “Reconectando Saberes e Aplicações em Argilominerais”, o evento marca o retorno dos encontros da comunidade científica dedicada ao estudo e às aplicações de argilas e materiais correlatos
Consolidada como um espaço de integração entre pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas, a RAA tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos científicos e tecnológicos, estimulando o diálogo entre diferentes vertentes de pesquisa e aplicações industriais envolvendo argilominerais.
A programação contará com:
• Minicursos especializados
• Palestras com pesquisadores nacionais e internacionais
• Sessões técnicas nas modalidades oral e pôster
Entre os palestrantes confirmados estão nomes de destaque como Cesar Viseras (UGR – Espanha), Fernando Wypych (UFPR/UTFPR), Alexandre Leitão (UFJF), André Mexias (UFRGS), Luiz Bertolino (CETEM), além de pesquisadores da UFRN, UFRGS, UFMA, UNIFRAN, entre outras instituições
A programação inclui minicursos sobre:
• Argilas aplicadas à catálise
• Síntese de zeólitas empregando argilominerais
• Plataformas minerais para engenharia de heteroestruturas avançadas
• Análise textural de materiais porosos por adsorção de gases
Além disso, serão abordados temas contemporâneos como materiais 2D, aplicações ambientais de argilominerais, cálculos DFT em compósitos lamelares e manufatura aditiva de dispositivos médicos
A VI RAA é organizada por equipe vinculada ao LABPEMOL/UFRN, sob coordenação da Prof.ª Sibele Pergher (IQ/UFRN), com participação ativa de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação
O evento reforça a importância da colaboração científica nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais fóruns brasileiros dedicados ao estudo de argilas aplicadas e seus desdobramentos tecnológicos.
Local: Anfiteatro do CCET – UFRN, Natal/RN
Data: 11 a 13 de maio de 2026
Mais informações acesse AQUI
Instagram: @viraa.2026
A VI RAA 2026 convida pesquisadores, estudantes e profissionais da área a participarem deste importante encontro científico, promovendo avanços e novas conexões no campo dos argilominerais.